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Parto Humanizado

O movimento de Humanização do parto traz às diferentes pessoas, diferentes idéias e sensações, e essa é a beleza desse conceito, ele não é fixo, não é restrito. Por colocar as futuras mamães no centro das atenções o Parto Humanizado é diferente para cada uma delas.

A mulher é a protagonista do próprio parto e em conjunto com a equipe médica que a acompanha, participa de todas as decisões a serem tomadas.

A gestante recebe orientações e é estimulada a buscar informações suficientes para que faça suas próprias escolhas, as quais serão acatadas e respeitas. Nenhum procedimento é rotineiro: as intervenções são feitas de forma criteriosa e apenas quando realmente necessário.

Parto Humanizado

Veja no quadro abaixo algumas das principais diferenças entre o parto normal hospitalar padrão e o parto humanizado.

Normal

Humanizado

Pré-natal Em geral, limita-se a avaliar a saúde física da mulher e do bebê. Aspectos emocionais da gestação ficam em segundo plano. Fala-se pouco de parto. Avalia a saúde física da mulher, incluindo todos os exames recomendados pela OMS, e também dá grande ênfase ao preparo emocional da mulher para o parto e a maternidade.
Início do trabalho de parto Dificilmente permite-se que a gestação ultrapasse 40 semanas. Quando atinge esse “limite”, a mulher é internada para a indução do parto com medicamentos ou vai para a cesárea porque “passou da data”. Costuma ser espontâneo, ainda que o tempo de gestação ultrapasse as 40 semanas (com consultas e exames mais frequentes após 41 semanas).
Ruptura da bolsa Em geral é provocada pelo médico, com uma espécie de agulha, para acelerar o trabalho de parto. Costuma acontecer naturalmente, de forma espontânea, ao longo do trabalho de parto.
Duração do trabalho de parto É acelerada com ocitocina sintética (hormônio), que intensifica as contrações. Respeita-se o ritmo natural do nascimento, que varia muito de um parto para o outro.
Posição durante o trabalho de parto Deitada na cama, de barriga para cima. Um cinta presa na barriga da mulher e ligada a um aparelho (cardiotocografia) monitora as contrações e os batimentos cardíacos do bebê. A mulher tem liberdade para escolher e alternar posições. Pode sentar na bola de parto, deitar na banheira, ficar de quatro sobre cama, acocorar-se nas contrações etc.
Anestesia No atendimento particular, é um procedimento de rotina (para todas as mulheres, ao atingirem um determinado estágio de dilatação). No serviço público, não está disponível tão facilmente. É uma escolha da mulher, que é incentivada a dar preferência a métodos naturais de alívio da dor, como massagens, banhos mornos e o suporte físico e emocional de uma doula (acompanhante de parto). Quando a mulher decide pelo alívio medicamentoso, é feita uma analgesia, que tira a dor, mas não os movimentos.
Local Hospital (sala de parto ou centro cirúrgico). Hospital (suíte de parto normal, com chuveiro, banheira e bola de parto)
Episiotomia (corte no períneo) Procedimento de rotina, feito em praticamente todos os partos normais. Realizada raramente, apenas se absolutamente necessário
Contato com o bebê após o nascimento O cordão umbilical é cortado imediatamente, o bebê é mostrado para a mãe e levado pelo pediatra para uma série de exames e intervenções, como a aspiração das vias aéreas superiores e a aplicação de colírio de nitrato de prata. Se o bebê nasce bem (o que é o caso da maioria), a prioridade do pediatra é garantir o contato pele a pele do recém-nascido com a mãe. O bebê é apenas enxugado e coberto com panos macios, no colo da mãe. São oferecidas todas as condições para que ocorra a amamentação na primeira hora de vida. A aspiração é feita apenas se for realmente necessário. O cordão é cortado só depois que para de pulsar.
Participação da mulher A gestante tem uma posição passiva diante do processo do parto. É considerada uma “paciente” e, como tal, é esperado que aceite as decisões do médico, que é quem está de fato no comando da situação. Compartilha a tomada de decisões com a equipe responsável pela assistência ao parto, que pode contar com médico ou parteira (enfermeira obstetra ou obstetriz). No segundo caso, o obstetra fica na retaguarda e é acionado apenas se necessário.

 

Texto escrito por:

Dra.  Pamella Benedetto

Médica Ginecologista e Obstetra – Clínica Flavio Queiroz

 

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